terça-feira, 21 de maio de 2013

REUNIÕES SETORIAIS

E assim começa o projeto...


Local: Casa Barão de Mauá

Datas:

21/05/2013 às 8h30: 1º Segmento do Ensino Fundamental

21/05/2013 às 14h: Educação Infantil

22/05/2013 às 8h30: 2º Segmento do Ensino Fundamental



Texto de Apoio: 

Brasil Musical - 2013

Vinícius de Moraes

O projeto Brasil Musical em 2013 abraça aquele romântico de versos fáceis, leitura simples, de imenso conteúdo cotidiano, mas perfeitamente metrificados. Aquele eterno amante da vida, eterno menino, que cruzou seu destino brincando de ser feliz. Aquele compositor impar, de um romantismo exacerbado, que deixou tantas canções para traduzir o amor por tantas de suas amadas. E olha que nem foram poucas!
Marcus Vinícius da Cruz e Mello Moraes, nome completo de Vinícius de Moraes, nasceu na Gávea, bairro do Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1913.
Formou-se em Direito, freqüentou a Universidade de Oxford, em 1938, como bolsista. Com a eclosão da segunda guerra mundial, regressa ao Brasil. Dedica-se ao jornalismo em 1941, como crítico de cinema. Em 1943 publica “Cinco Elegias”.
No mesmo ano ingressa na carreira diplomática, partindo em 1946 para Los Angeles como vice-cônsul. Além de diplomata, Vinícius de Moraes foi um dos mais importantes poetas do modernismo pós-1930 e um dos principais letristas da bossa nova.
            “O Poetinha”, como era chamado por seus amigos, teve enorme participação na música a partir dos anos 60. Após 1960 seus poemas infantis circulam em antologias, mas só em 1970 eles são reunidos no livro “A Arca de Noé”, provavelmente o mais conhecido livro de poesia infantil no Brasil, na segunda metade do século. Outra razão para sua popularidade é o fato dos poemas terem sido musicalizados por importantes compositores brasileiros e o LP “A Arca de Noé” ter sido lançado.
A sua peça teatral “Orfeu da Conceição”, premiada em 1954, na cidade de São Paulo, serviu de base para um filme que conquistou em 1959, o 1º prêmio no Festival de Cannes. Em 1957 passa a fazer parte da delegação do Brasil no UNESCO. No mesmo ano é publicado o Livro de Sonetos.
E Vinícius cantava as mulheres, em todos os sentidos. Sabia ser romântico, galante, cortês.
Sabia dizer aquelas coisas que fazem muito bem aos ouvidos femininos. Vinícius de Moraes, antes de tudo, amou o “amar”. Amou a vida trazendo consigo a eterna criança, feliz em crescer com humor, poesia, realidade e alegria.
Um de seus poemas infantis mais conhecidos é “A casa”, na verdade uma canção – com letra e música de Vinícius – que transforma em estranho o conhecido: o poema destrói – verso a verso – a noção de casa, construindo uma ausência muito engraçada.
Vinícius de Moraes, reconhecido como o grande letrista da bossa nova, jamais se recusou a compor com os jovens, tendo trabalhado com nomes como: Edu Lobo, Baden Powell, Carlos Lyra e Toquinho, entre tantos em início de carreira.
Vinícius sabia dizer “eu te amo”. Sabia convencer em sua declaração de amor. Fazia de seu sentimento algo imenso, capaz de tomar o mundo. Que mulher não se sentiria feliz com amor tão grande?
Músico de muitos parceiros e homem de muitos casamentos, Vinícius de Moraes foi o poeta brasileiro movido por muita sensibilidade e amor à vida.
Vinícius de Moraes de maneira descontraída, adorava a banheira de sua casa, era alí, que costumava dar algumas entrevistas quando estava com muita preguiça, e sempre com um indispensável copo de uísque ao lado (e dizia: “o uísque é o melhor companheiro do homem, é um cachorro engarrafado”).
Foi nessa mesma banheira onde Vinícius morreu, no dia 09 de julho de 1980.  Nesse ano, depois da anistia, o clima político tornava-se menos pesado, porém, infelizmente, com a morte de Vinícius de Moraes, menos poético.
Vinícius de Moraes compôs belíssimas músicas. Já consagrado no movimento Bossa Nova, compôs com Tom Jobim a Segunda música mais executada de todos os tempos: Garota de Ipanema.
Em 2013 o país comemora o Centenário de Nascimento do músico e poeta Vinícius de Moraes.
Catarina Maul

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